Mesmo eu lutando pra não pensar nele, eu não lutava pra
esquecê-lo. Eu tive medo que eu acabasse me dando por vencida. Eu tive
medo que minha mente fosse como uma peneira, e que algum dia eu não
lembrasse mais a cor exata dos seus olhos, a sensação do toque da pele
fria dele, ou da textura da voz dele. Eu podia não pensar nisso, mas eu
precisava me lembrar disso. Porque só havia uma coisa na qual eu
precisava acreditar pra ser capaz de viver - eu precisava saber que ele
existia. Isso era tudo. Tudo mais podia ser suportado. Contanto que ele
existisse.

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