sexta-feira, 25 de novembro de 2011
'' É absurdo o tesão que eu sinto pelo teu corpo nu, pela sua
insinuação. A vontade louca de ter a minha boca envolvida por diversas
partes de você. De sentir o gosto de cada centímetro teu. Da tua boca,
da tua nuca, do teu pescoço, dos seus seios, daquilo que só eu tenho.
Que eu sinto ciúme. Que eu sinto desejo. É absurda a vontade, absurda e
frequente. É a saudade da sua boca, dos seus lábios, da sua língua
macia, quente. Só não tão quente quanto o meu corpo, o seu sempre um
pouco mais frio, misturado no meu, num calor único. Na química única. Na
única hora em que ficamos calados, entretidos, concentrados.
Completamente envoltos naquele momento. Naquela tara. Nenhuma palavra
além de xingamentos, obscenidades ao pé do ouvido, ou barbaridades.
Talvez o bruto realmente nos agrade. O selvagem. É divertido quando é
louco. É proibido e se torna insano. É escondido e se torna sexy. Eu
sinto vontade do teu corpo, eu sinto vontade da sua voz, sinto vontade
do seu beijo, das suas unhas passando no meu pescoço, da sua mão bem
presa na minha nuca, ou nas minhas costas enquanto eu me movimento
dentro de você. Eu sinto falta da submissão, ou da autoridade, ficar por
cima ou por baixo. Criando novas posições. Experimentando ou fazendo de
novo aquelas que a gente já conhece bem. Eu sinto falta de ser
inteiramente seu no momento que você é inteiramente minha. Eu sinto
falta do seu gosto. Do seu interior. Sinto o vício, mais forte que
qualquer outro que eu já tenha tido. Ali exposto. Assim como meu corpo
também nu. Exposto e entregue ao seu. Entregue pra que seja feito o que a
sua vontade mandar, o que o seu interesse, suas ordens na hora me
pedirem pra fazer. Tô com saudade de ser o seu homem e de ter você sendo
a minha mulher, ordinariamente mulher. Safada, autoritária, ou com voz
de bebê. Mulher. E completamente minha. ''
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário