quarta-feira, 28 de março de 2012

Aprender a morrer ?
É apenas uma parte, e não a mais importante
nem a mais difícil,
do aprendizado geral de viver.
De resto e como disse com muita graça Montaigne,
mesmo que não soubessemos morrer,
seria um equívoco nos preocupar com isso:
"A natureza nos informará imediata plena e suficientemente".
Se é preciso pensar a morte,
não é para aprender a morrer
- de qualquer modo chegaremos lá -
mas para aprender a viver.
Pensar a morte, portanto, para domesticá-la, para aceitá-la,
e para pensar então em outra coisa:
"Quero que ajamos",
escreve maravilhosamente Montaigne,
"e que prolonguemos os ofícios da vida tanto quanto
pudermos; e que a morte me encontre plantando repolhos,
mas despreocupado dela, e mais ainda do meu jardim imperfeito"
 

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